|
GT Racismo debate educação em Bom Conselho
A
coordenadora do Grupo de Trabalho sobre Discriminação
Racial (GT Racismo) do Ministério Público de Pernambuco
(MPPE), Maria Bernadete Martins Azevedo, e a Promotora de Bom Conselho,
Maria Aparecida Alcântara, participarão do I Seminário
Municipal de Educação de Bom Conselho. O seminário
sobre Relações Étnico-Raciais, História
e Cultura Afro-Brasileira e Africana será realizado nesta
terça-feira (21), no Colégio Nossa Senhora do Bom
Conselho (CNSB). As Promotoras debaterão a importância
da implementação da Lei 10.639/03 para a população
brasileira. O
artigo 26 dessa lei torna obrigatório o ensino sobre História
e Cultura Afro-Brasileira nos estabelecimentos de ensino fundamental
e médio, oficiais e particulares de todo o País. A
coordenadora do GT Racismo considera essa lei uma ação
afirmativa fundamental para que os negros se vejam como sujeitos
da história, e não apenas como objetos. “A lei
traz uma mudança de atitude, não só do professor
em sala de aula, não só do currículo mas, sobretudo,
do tratamento dos alunos e dos professores com os estudantes negros
em sala de aula”, diz a Procuradora Bernadete Azevedo. Ela
explica que a lei não pretende criar uma nova disciplina,
mas sim aplicar o tema de forma transversal em várias disciplinas.
“A História e Cultura Afro-Brasileira será abordada
nas aulas de história, literatura, artes, entre outras”,
esclarece. A
coordenadora do GT Racismo afirma que além da temática
ser abordada nas escolas, por conseqüência também
terá que ser abordada nas faculdades de preparação
de professores. “O professor ainda não está
preparado para trabalhar com esses conteúdos. As universidades
terão que adequar os currículos para preparar o professor”.
Em março de 2004, o Conselho Nacional de Educação
baixou um parecer normativo explicando como a lei 10.639 deve ser
implementada, incluindo aí a adequação dos
currículos das universidades.
A
Promotora acredita que se a temática começar a ser
abordada logo cedo nas escolas, vai causar uma mudança na
mentalidade das pessoas a longo prazo, contribuindo para a redução
do racismo. Além de representantes do MPPE, participarão
do seminário representantes dos movimentos sociais, da Fundação
Joaquim Nabuco, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), do
Conselho Tutelar, diretores e assessores das escolas, professores,
Prefeitura, entre outros. Além das palestras e debates, haverá
apresentação do Grupo de Dança da Comunidade
Quilombola do Sítio Angico. Fonte:
http://www.mp.pe.gov.br
|